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Quem é o novo Papa e por que suas ideias estão dividindo opiniões

A eleição do novo papa causou um verdadeiro rebuliço dentro e fora da Igreja Católica. No dia 8 de março de 2024, o cardeal norte-americano Robert Francis Prevost foi escolhido como sucessor de Francisco, adotando o nome Leão XIV. Sua origem em um país de maioria protestante, os Estados Unidos, já representa uma quebra de tradição — e suas ideias, que mesclam conservadorismo e posições sociais ousadas, prometem balançar as estruturas do Vaticano.

Contra muros e preconceitos: o papa que critica Trump e condena o racismo

Antes mesmo de chegar ao papado, Leão XIV já se posicionava de forma contundente sobre temas sociais. Ele criticou duramente políticas migratórias de Donald Trump, especialmente deportações envolvendo países como El Salvador. Após o assassinato de George Floyd, não hesitou em usar sua voz para condenar o racismo, sinalizando que sua liderança não fugiria de debates espinhosos. Para ele, a fé cristã exige uma defesa intransigente da dignidade humana.

“Sempre a favor da vida”: a posição firme contra a pena de morte

Em um mundo onde ainda há Estados que aplicam a pena de morte — inclusive em seu país natal —, Leão XIV foi direto: “Como igreja, a pena de morte não é admissível.” A fala, dita ao jornal La República, do Peru, reforça a linha do novo pontífice de se posicionar de forma clara em temas que envolvem vida e direitos humanos. Para ele, não há meio-termo quando se trata de preservar vidas, mesmo as dos que cometeram crimes.

Mulheres no clero? Papa reconhece o debate, mas resiste à mudança

Apesar de sua abertura em alguns temas, Leão XIV mantém posições firmes sobre a estrutura interna da Igreja. Quando questionado sobre a ordenação de mulheres, mostrou-se contrário à ideia. Ele argumenta que permitir a entrada feminina no clero poderia criar novos problemas em vez de solucionar antigos. A fala reacende debates entre setores progressistas e tradicionais da Igreja, e deixa claro que, nesse ponto, o papa não pretende promover grandes mudanças.

União gay com cautela: cada cultura deve decidir, diz o papa

Ao ser questionado sobre a bênção de casais homoafetivos, Leão XIV surpreendeu com uma resposta mais diplomática do que rígida. Segundo ele, cada conferência episcopal nacional deve analisar o tema dentro de sua própria realidade cultural. Em outras palavras, ele não bateu o martelo nem autorizando, nem proibindo, mas abriu espaço para um diálogo mais flexível — ainda que com limitações. Um gesto que, para muitos, é pequeno, mas significativo.

Educação sexual e identidade de gênero: críticas e polêmica no Peru

Por fim, o novo papa também se envolveu em polêmicas ao criticar o currículo escolar do governo peruano. Ele apontou que o material adotado nas escolas promovia uma abordagem equivocada sobre identidade de gênero. A resposta veio rápida: o governo disse que o conteúdo buscava apenas formar jovens mais conscientes e responsáveis. A controvérsia mostra que, apesar de ser mais aberto em certos assuntos, Leão XIV ainda sustenta posições conservadoras em temas ligados à sexualidade e educação.