Nikolas quebra protocolo e faz pedido ousado a Alexandre Moraes

Pedido ousado direto a Alexandre de Moraes
Brasília foi sacudida nesta segunda-feira (11) após um movimento inesperado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). O parlamentar protocolou um pedido oficial endereçado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para visitar pessoalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar na capital federal.
Nikolas exige que as condições da visita sejam detalhadas de forma clara, sem brechas para interpretações futuras. A iniciativa surpreendeu aliados e opositores, reacendendo debates sobre os limites jurídicos e o simbolismo político desse gesto.
Prisão domiciliar de Bolsonaro e vigilância reforçada
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar há uma semana, por decisão de Moraes, após descumprir medidas cautelares impostas pelo STF. A gota d’água foi sua participação, ainda que por vídeo, em manifestações no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, o que foi interpretado como violação direta das ordens judiciais.
Com isso, o ex-presidente passou a viver sob monitoramento rígido, com movimentos controlados e comunicações limitadas. O episódio intensificou o cerco jurídico e expôs ainda mais a tensão entre a cúpula do Judiciário e a base bolsonarista.
Ato político incendiou redes sociais
Antes mesmo do pedido formal, Nikolas já havia protagonizado uma cena polêmica em um ato em Belo Horizonte. Ao subir ao palco, exibiu seu celular ao público e declarou: “Bolsonaro não pode falar, mas pode ver.”
O gesto viralizou, gerando aplausos de apoiadores e críticas de opositores, que viram na atitude um flerte com o descumprimento das restrições. Agora, com o protocolo oficial, o deputado busca se blindar juridicamente e, ao mesmo tempo, manter vivo o simbolismo político de sua ação.
Aliados pressionam e aguardam decisão de Moraes
Nikolas não está sozinho. O deputado estadual Bruno Engler (PL-MG) e o vice-presidente do PL em Goiás, Fred Rodrigues, também pediram autorização para visitar Bolsonaro. A expectativa é que Moraes defina em breve se permitirá as visitas, decisão que pode ter forte impacto político.
Caso sejam autorizadas, as visitas podem reforçar a narrativa de resistência da base bolsonarista; se negadas, alimentarão o discurso de perseguição e cerceamento. De qualquer forma, o episódio mostra que a disputa ultrapassa tribunais e eleições, atingindo o campo do simbolismo político — onde cada gesto pode moldar estratégias e influenciar a opinião pública.