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Eduardo Bolsonaro escondeu dinheiro na conta da esposa, afirma PF

PF revela esquema financeiro inesperado

A Polícia Federal surpreendeu ao incluir Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, em um relatório que aponta movimentações suspeitas em contas bancárias ligadas à sua esposa, Heloísa Bolsonaro. Segundo os investigadores, o objetivo seria proteger valores do parlamentar diante de possíveis bloqueios judiciais.

Transferências colocam casal sob suspeita

De acordo com o documento, Eduardo recebeu R$ 2 milhões de Jair Bolsonaro e, em seguida, repassou valores de R$ 50 mil e R$ 150 mil para a conta da esposa. Para a PF, essa estratégia seria uma forma de ocultar recursos e dificultar a atuação da Justiça. Ainda que não haja ilegalidade explícita em transferências entre cônjuges, o contexto das investigações eleva o grau de suspeita.

Indiciamento agrava situação do clã Bolsonaro

O avanço do inquérito levou ao indiciamento não apenas de Eduardo, mas também de Jair Bolsonaro. Ambos são acusados de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito — crimes considerados graves e que podem ter consequências políticas profundas.

Conexões internacionais acendem alerta

Outro ponto explosivo do relatório é a menção a articulações de Eduardo Bolsonaro com aliados do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a PF, o deputado teria buscado apoio internacional para pressionar autoridades brasileiras, incluindo ministros do STF, ampliando a dimensão do caso.

Heloísa Bolsonaro vira peça-chave

Mesmo sem cargo público, Heloísa Bolsonaro aparece como figura central da apuração. A suspeita é de que ela tenha atuado como “testa de ferro” do marido nas movimentações financeiras. O grau de sua participação e consciência sobre o esquema, porém, ainda está sob análise da Justiça.

Impacto direto nas eleições de 2026

O indiciamento acontece em um momento crucial: Eduardo é cotado para disputar cargos relevantes em 2026. Agora, o escândalo pode fragilizar seus planos e intensificar a polarização política no país. Para analistas, mais do que um problema familiar, o caso escancara a mistura explosiva de poder, dinheiro e influência internacional que cerca o núcleo bolsonarista.